Segunda-feira, Janeiro 23, 2012
Porque eu acho extremamente difícil tirar você da minha vida, mesmo sabendo que terminou. As vezes paro em uma foto, uma mensagem, e bate uma saudade triste, daquelas do tipo de quem sente falta, porque é isso...
Quarta-feira, Janeiro 18, 2012
Das babaquices da televisão
Pois bem, mais de uma vez, a partir do fim do ano, começo a ver/ouvir coisas contra a mais nova edição do reality show mais amado, odiado, desejado e esperado do ano, que desta vez chega à 12ª edição, o Big Brother Brasil.
Fala-se mal do programa, fala-se mal do apresentador, fala-se mal de quem assiste, fala-se mal de quem fala.
As vezes me pergunto o que essa coisa toda de globalização está fazendo com as nossas opiniões, onde tudo deixou de ser privado e resolveu ser público. Tá, ótimo que todos tenham o direito de dizer o que pensam a respeito das coisas, tal como tem o direito de não falar, ou buscar não saber.
Já faz algum tempo que não me dou mais ao trabalho de ligar a televisão. Assisto, sim, vejo novela, às vezes, vejo Big Brother, não, leio livros, sim, fico pendurada na internet buscando informações, sim!
Demorei uma pá de tempo pra saber quem era a Luiza, e saber qual o problema da rica estar no Canadá. Demorei uma pá de tempo pra saber quem era Daniel, quem ele "estuprou", porque ele estava sendo punido. E digo mais, fiquei sabendo porque vi no meu facebook gente criticando o Big Brother porque isso só aconteceu porque ele existe.
Minha orientação behaviorista, e meus bem aproveitados anos de estudo no ensino fundamental e médio, onde conheci Darwin e sua teoria da seleção natural, bem aplicada às ciências do comportamento, tem uma premissa básica: um ser/ comportamento é selecionado naturalmente se encontra condições para sobreviver, se não encontra, entra em EXTINÇÃO! Não foi isso que aconteceu com nossos répteis gigantes, os dinossauros, vem acontecendo com outros animais ao longo da história, e com certos comportamentos?
Ninguém, mais do que a televisão, sabe o que é o poder do IBOPE! E sabe aquilo de falem bem ou mal mas falem de mim? A indústria da máfia do dinheiro deslavado continua funcionando, e gerando mais dinheiro, e mais polêmica, que é a engrenagem da coisa. Quando o trem para de causar polêmica, quando o trem deixa de ser criticado (e defendido, pela lei da ação e reação), quando o ibope cai, os patrocinadores param de patrocinar, o programa sai do ar, e pronto acabou.
Não precisa ficar curtindo quem concorda com o Ministério da Perda de Tempo que o BBB deve sair do ar, ou compartilhar se você acha que ele nunca deveria ter ido ao ar. Não precisa ficar falando que não gosta do programa, ou que apenas imbecis o assistem. Não precisa ficar enchendo as telas e a paciência de todo mundo, dizendo que isso só forma idiotas, e que o Bial subestima nossa inteligência, que ofende escritores, soldados, mães e pais que lutam pela sobrevivência dos filhos, matando um leão por dia, ao chamar os confinados de heróis. Atualmente, acho que heroína sou eu, por ter que aturar dezenas de posts repetidos falando mal do BBB diariamente.
No mais, já dizia Amèlie Poulain (O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain), "pois estragar a própria vida, é um destino inalienável". Então, não quer assistir por seus motivos pessoais, não assista. Troque de canal, vá ler um livro, ver um filme, se embriagar, dormir. Mas deixe quem quer assistir, assistir em paz. Afinal, as pessoas têm os programas que merecem.
Pra quem é cult o suficiente pra achar o BBB um fazedor de mentes vazias, a Globo, pelo menos nesse horário (não importa a época do ano), não é o seu canal...
Fala-se mal do programa, fala-se mal do apresentador, fala-se mal de quem assiste, fala-se mal de quem fala.
As vezes me pergunto o que essa coisa toda de globalização está fazendo com as nossas opiniões, onde tudo deixou de ser privado e resolveu ser público. Tá, ótimo que todos tenham o direito de dizer o que pensam a respeito das coisas, tal como tem o direito de não falar, ou buscar não saber.
Já faz algum tempo que não me dou mais ao trabalho de ligar a televisão. Assisto, sim, vejo novela, às vezes, vejo Big Brother, não, leio livros, sim, fico pendurada na internet buscando informações, sim!
Demorei uma pá de tempo pra saber quem era a Luiza, e saber qual o problema da rica estar no Canadá. Demorei uma pá de tempo pra saber quem era Daniel, quem ele "estuprou", porque ele estava sendo punido. E digo mais, fiquei sabendo porque vi no meu facebook gente criticando o Big Brother porque isso só aconteceu porque ele existe.
Minha orientação behaviorista, e meus bem aproveitados anos de estudo no ensino fundamental e médio, onde conheci Darwin e sua teoria da seleção natural, bem aplicada às ciências do comportamento, tem uma premissa básica: um ser/ comportamento é selecionado naturalmente se encontra condições para sobreviver, se não encontra, entra em EXTINÇÃO! Não foi isso que aconteceu com nossos répteis gigantes, os dinossauros, vem acontecendo com outros animais ao longo da história, e com certos comportamentos?
Ninguém, mais do que a televisão, sabe o que é o poder do IBOPE! E sabe aquilo de falem bem ou mal mas falem de mim? A indústria da máfia do dinheiro deslavado continua funcionando, e gerando mais dinheiro, e mais polêmica, que é a engrenagem da coisa. Quando o trem para de causar polêmica, quando o trem deixa de ser criticado (e defendido, pela lei da ação e reação), quando o ibope cai, os patrocinadores param de patrocinar, o programa sai do ar, e pronto acabou.
Não precisa ficar curtindo quem concorda com o Ministério da Perda de Tempo que o BBB deve sair do ar, ou compartilhar se você acha que ele nunca deveria ter ido ao ar. Não precisa ficar falando que não gosta do programa, ou que apenas imbecis o assistem. Não precisa ficar enchendo as telas e a paciência de todo mundo, dizendo que isso só forma idiotas, e que o Bial subestima nossa inteligência, que ofende escritores, soldados, mães e pais que lutam pela sobrevivência dos filhos, matando um leão por dia, ao chamar os confinados de heróis. Atualmente, acho que heroína sou eu, por ter que aturar dezenas de posts repetidos falando mal do BBB diariamente.
No mais, já dizia Amèlie Poulain (O Fabuloso Destino de Amèlie Poulain), "pois estragar a própria vida, é um destino inalienável". Então, não quer assistir por seus motivos pessoais, não assista. Troque de canal, vá ler um livro, ver um filme, se embriagar, dormir. Mas deixe quem quer assistir, assistir em paz. Afinal, as pessoas têm os programas que merecem.
Pra quem é cult o suficiente pra achar o BBB um fazedor de mentes vazias, a Globo, pelo menos nesse horário (não importa a época do ano), não é o seu canal...
Sexta-feira, Dezembro 30, 2011
Princípio da insônia
Tem horas que o correto a ser feito é ir dormir, mas simplesmente quero ficar mais e mais acordada. Não sei pra quê! Se fico parada, olhando pro nada, pensando em pensar em nada, não seria melhor estar tentando sonhar? E se for pra sonhar, não seria melhor sonhar dormindo do que sonhar acordada?
Talvez fosse melhor viver enquanto se estar acordada. Deixar pra imaginar quando se está repousando. Mas é um não sei o que, uma talvez vontade tanta de viver que dormir seria um desperdício.
Me lembrei agora dos medos que a noite traz, que a noite trai. Esse silêncio, que faz com que o barulho do teclado seja tão forte e claro quanto o som do rock que ponho durante o dia para suprimir os barulhos dos carros que teimam em passar correndo, levando o tempo e tudo mais que desejam. Essa falta de movimento, que faz com que um simples digitar vire uma tarefa tão ágil, e parece tão produtivo o produzir de quatro linhas vãs.
O mínimo vira o máximo. O inseto pequeno quadruplica seu tamanho na sombra que faz na parede, e assusta a criança que fui. O carro que passa apressado na rua, traz uma luz passageira para o funco do meu quarto, numa brincadeira que quase é gostosa, mas o vento move a cortina, e acumula sons desnecessários (e amedrontadores). A menina perde o sono no medo, aquele medo que a deixa presa na cama temendo tudo o que não conhece (e que nem morta deseja conhecer).
Parece um absurdo estar acordada enquanto todos dormem (mais absurdo é estar escrevendo da cozinha). Mas estou aqui, com preguiça de dormir, sem querer conhecer mais nada, porque por hoje já está bom. Mas quem sabe, o final daquele livro?
Talvez fosse melhor viver enquanto se estar acordada. Deixar pra imaginar quando se está repousando. Mas é um não sei o que, uma talvez vontade tanta de viver que dormir seria um desperdício.
Me lembrei agora dos medos que a noite traz, que a noite trai. Esse silêncio, que faz com que o barulho do teclado seja tão forte e claro quanto o som do rock que ponho durante o dia para suprimir os barulhos dos carros que teimam em passar correndo, levando o tempo e tudo mais que desejam. Essa falta de movimento, que faz com que um simples digitar vire uma tarefa tão ágil, e parece tão produtivo o produzir de quatro linhas vãs.
O mínimo vira o máximo. O inseto pequeno quadruplica seu tamanho na sombra que faz na parede, e assusta a criança que fui. O carro que passa apressado na rua, traz uma luz passageira para o funco do meu quarto, numa brincadeira que quase é gostosa, mas o vento move a cortina, e acumula sons desnecessários (e amedrontadores). A menina perde o sono no medo, aquele medo que a deixa presa na cama temendo tudo o que não conhece (e que nem morta deseja conhecer).
Parece um absurdo estar acordada enquanto todos dormem (mais absurdo é estar escrevendo da cozinha). Mas estou aqui, com preguiça de dormir, sem querer conhecer mais nada, porque por hoje já está bom. Mas quem sabe, o final daquele livro?
Quarta-feira, Dezembro 28, 2011
Sábado, Dezembro 24, 2011
Eu queria que fosse a coisa mais bela e pura que eu já vi passar. E que desta vez não passaria.Ah... eu estava disposta a não fazer passar. Fosse talvez a coisa que eu mais quisera. Fosse talvez o que aconteceria...
Já é noite, já é tarde, já é muito tarde, e não sei o que passou. Fico parada, olhando no tempo pra entender o que passou; e porque passou... É sério. Não entendo o que eu vi, ou o que deixei de ver.
Mas era de uma beleza tal que era inimaginável outra igual. Um herói, mocinho, sonho, miolinho do pão. A fruta da minha salada, o cheiro no travesseiro. Era tudo...
Fosse talvez o destino. Fosse talvez o coração. Fosse talvez um descaso ou um acaso. Fosse talvez eu.
Domingo, Dezembro 11, 2011
O tempo
O tempo passa
Passa-tempo
Passa hora
Passa dia
Durmo as horas
Durmo o tempo
Durmo os dias
Apressada as horas
Que apressa o tempo
Que apressa o dia
Que voa dia
Mais que voa o tempo
Que leva as horas
E não mais sobre dia
Não tem mais tempo
Não tem hora
E não tem fim.
Passa-tempo
Passa hora
Passa dia
Durmo as horas
Durmo o tempo
Durmo os dias
Apressada as horas
Que apressa o tempo
Que apressa o dia
Que voa dia
Mais que voa o tempo
Que leva as horas
E não mais sobre dia
Não tem mais tempo
Não tem hora
E não tem fim.
Domingo, Novembro 13, 2011
Domingo a noite
Silêncios, sussurros e um grito.
Um grito dado com vontade, dado pra dentro.
Uma raiva.
Duas... três.
A partir da quarta, já não faz mais diferença.
Mas quarta não é dia.
É uma pausa, um respiro. Um sussuro... e um novo grito.
Sem janelas, sem testemunhas, sem um abafador.
Sem graça e sem motivo, um gritinho sussurante calou o meu ouvido.
Oh, céus! Ninguém pode calar um ouvido.
Pois bem, que seja minha garganta então.
Só sei que com isso, nunca mais me ouvi.
Um grito dado com vontade, dado pra dentro.
Uma raiva.
Duas... três.
A partir da quarta, já não faz mais diferença.
Mas quarta não é dia.
É uma pausa, um respiro. Um sussuro... e um novo grito.
Sem janelas, sem testemunhas, sem um abafador.
Sem graça e sem motivo, um gritinho sussurante calou o meu ouvido.
Oh, céus! Ninguém pode calar um ouvido.
Pois bem, que seja minha garganta então.
Só sei que com isso, nunca mais me ouvi.
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